quarta-feira, 1 de agosto de 2012

QUANTAS PESSOAS PODEM VIVER NA TERRA?

Protestos Mundiais contra o Sistema Financeiro e no Mundo Árabe

SACOLAS PLÁSTICAS X SACOLAS ECOLÓGICAS RETORNÁVEIS

AÇÃO E MEIO AMBIENTE

AÇÃO E MEIO AMBIENTE

AÇÃO E MEIO AMBIENTE

IMPACTO AMBIENTAL


7ª SÉRIE - POPULAÇÃO E MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS

ASPECTOS DA POPULAÇÃO

CRESCIMENTO POPULACIONAL REDUZIDO – Em todos os países do mundo, ocorreu, durante as últimas décadas, uma redução no ritmo de crescimento populacional, envolvendo taxa de mortalidade, de fecundidade e aumento da vida média dos indivíduos. Essas tendências mundiais podem ser igualmente verificadas no Brasil.
Nas décadas de 1960 e 1970, as taxas de crescimento da população brasileira estavam em torno de 3,2% ao ano; no período de 1991 a 1996, em torno de 1,38%.

PROCESSO DE URBANIZAÇÃO – O principal fator responsável pela redução das taxas de natalidade e de mortalidade foi o intenso processo de urbanização ocorrido nos últimos cinquenta anos, acompanhado pela melhoria das condições de vida. Nas cidades, apesar das enormes carências sociais (falta de hospitais e de infraestrutura básica para a coleta de lixo e precariedade no sistema de esgoto), há um atendimento médico-sanitário melhor do que o da zona rural.

FATORES DE QUEDA – A queda das taxas de fecundidade e de natalidade pode também ser explicada pelos fatores seguintes:
a) Mudança de vida das populações que vieram do campo para a cidade.
b) Crescente participação da mulher na composição da população economicamente ativa.
c) Difusão de métodos anticoncepcionais.
d) Esterilização de mulheres férteis.

Em 1995, 66% das mulheres entre 30 e 39 anos e 63% das que tinham entre 40 e 49 anos exerciam atividades remuneradas.
O trabalho externo feminino ajuda a complementar a renda familiar. Mas as mulheres também buscam uma remuneração por dois fatores básicos:
a) Anseiam por melhores condições de vida.
b) São estimuladas, pelos meios de comunicação e pelo modo urbano de vida, a consumir mais.

NÚMERO DE FILHOS – As mulheres possuem uma escolaridade mais elevada que a dos homens, criam uma nova identidade e alteram as relações familiares (há um grande número de mulheres chefes de família). Todas essas mudanças refletem-se num menor número de filhos. Em 1960, a taxa de fecundidade era de 6,2 filhos por mulher; em 1996, caiu para 2,32.

ESTERILIZAÇÃO – A queda da taxa de fecundidade também pode ser explicada pela difusão dos métodos anticoncepcionais (pílula e camisinha), mas, principalmente, pela esterilização. O índice de mulheres em idade fértil (de 15 a 49 anos) esterilizadas é de 40,1%.
A taxa de mortalidade bruta é pouco significativa para a análise demográfica. Assim, o importante é estudar a evolução das taxas por sexo e idade. A taxa de mortalidade infantil é um dado que se relaciona diretamente com aspectos de saneamento básico, assistência médica, alimentação e renda familiar. No Brasil, essa taxa ainda é muito alta: 57 mortes por mil (contra 7 por mil na Europa). A taxa de mortalidade entre os jovens do sexo masculino é igualmente muito elevada, tendo por primeira causa o assassinato. Esse índice denuncia a violência que impera nas grandes cidades brasileiras, principalmente as da Região Sudeste.


EXPECTATIVA DE VIDA – A expectativa de vida do brasileiro, hoje, já ultrapassou os 70 anos de idade (IBGE, dezembro de 2003), o que corresponde à média mundial. Contudo, se analisarmos essa taxa por região, verificaremos que no Nordeste a expectativa de vida é de 64 anos.

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS

FLUXO IMIGRATÓRIO – A taxa de crescimento populacional é composta pelo crescimento vegetativo e pela entrada de imigrantes. O Brasil, desde o início de sua colonização, recebeu grandes contingentes populacionais. No Período Colonial, esse contingente foi quase exclusivamente de portugueses e de negros. A partir da última década do século XIX, vieram europeus de várias nacionalidades (principalmente italianos, alemães e espanhóis) para substituir a mão de obra escrava nas fazendas de café. Calcula-se que, desde aquela época até hoje, entraram no Brasil cerca de 4,5 milhões de imigrantes.

FLUXO EMIGRATÓRIO – Nos últimos vinte anos, todavia, em decorrência das prolongadas crises socioeconômicas e da redução das oportunidades no mercado de trabalho, houve um importante fluxo emigratório. Trata-se de uma emigração de natureza econômica: os brasileiros buscam melhores condições de emprego nos países ricos. Hoje, mais de 2 milhões de brasileiros moram no exterior. Desse total, mais de 200 mil estão no Japão, os chamados decasséguis (filhos e netos de japoneses que vão trabalhar no Japão); mais de 600 mil residem na costa leste dos Estados Unidos; cerca de 165 mil estão vivendo no Paraguai (alguns são fazendeiros que dominam a produção de grãos e a pecuária daquele país).

MIGRAÇÕES INTERNAS – As migrações internas têm igualmente causas econômicas. As populações das regiões mais pobres deslocam-se para as que apresentam maior desenvolvimento e oportunidade de trabalho. Assim, fala-se em áreas de atração e áreas de expulsão.
Historicamente, o Nordeste é uma área de expulsão; o Sudeste, em particular as áreas metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, de atração. Essa migração regional também ocorre do campo para a cidade. Os camponeses vêm sendo expulsos de sua terra em decorrência da estrutura fundiária do País, da violência no campo, da mecanização da agricultura e de fenômenos meteorológicos, como os longos períodos de seca.
Nas décadas de 1960 e 1970, houve mudanças na direção dos fluxos migratórios para as regiões norte e Centro-Oeste, incentivados pela política oficial de colonização. Para essas regiões, dirigiram-se não apenas os nordestinos, mas também os sulistas (em decorrência da estrutura fundiária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina), grandes contingentes populacionais sem acesso a terra.


http://www.colegioweb.com.br/geografia/populacao-e-movimentos-migratorios.html

7ª SÉRIE - EXERCÍCIOS

1) COM BASE NA INTERPRETAÇÃO DAS DUAS PIRAMIDES ETÁRIAS DO BRASIL, COLOCA V SE FOR VERDADEIRO E F SE FOR FALSO:

1) (    ) A pirâmide II, ao apresentar um percentual maior na faixa dos 70 anos, sugere que o Brasil seja um país de população idosa, havendo assim, uma necessidade maior de investimentos que beneficiem essa faixa etária.
 2) (   ) A pirâmide I revela a realidade populacional brasileira de 1980, que se expressa por meio de baixas taxas de natalidade, associadas ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros.
 3) (   ) A pirâmide I, ao apresentar uma base larga e o topo estreito, representa um perfil típico dos países menos desenvolvidos.
 4) (   ) A pirâmide II mostra o predomínio da população na faixa etária dos adultos, ou seja, de 20 a 59 anos, retratando um “país maduro”.
 5) (   ) A pirâmide I com a base mais estreita demonstra uma diminuição da taxa de natalidade, em função do maior ingresso das mulheres no mercado de trabalho, dentre outros fatores.

2) OBSERVA AS PIRÂMIDES DE IDADES DE 1950 A 2010 E COMPLETA COM A PALAVRA CORRETA QUE ESTÁ DENTRO DO PARÊNTESE AO LADO DO ESPAÇO EM BRANCO: 


 1) As pirâmides de idades de 1950 a 1970 têm a base_______________ (larga/estreita) que mostra um ___________________ (grande/pequeno) número de crianças e jovens, em consequência das ____________________ (altas/ baixas) taxas de natalidade. O topo das pirâmides é ___________________(largo/estreito), o que mostra um _____________________ (grande/pequeno) número de idosos, como resultado também da ___________________ (alta/baixa) expectativa de vida da população.


2) Em 1997, a base da pirâmide está mais ________________ (larga/estreita) o que mostra ____________________ (a diminuição/o aumento) do número de crianças e jovens da população total, como resultado das __________________ (altas/baixas) taxas de natalidade. O topo da pirâmide ______________________ (alarga-se/estreita-se), em consequência da diminuição do número de idosos devido à melhoria da qualidade de vida.


3) Em 2010, a base da pirâmide se torna mais ______________ (larga/estreita) o que reflete a __________________ (maior/menor) taxa de natalidade. O topo _________________ (alarga-se/estreita-se) mais, indicando um ________________ (maior/menor) número de idosos.



7ª SÉRIE - FLUXOS POPULACIOANAIS, MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

FLUXOS POPULACIOANAIS, MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

O deslocamento de pessoas no mundo

  Os fluxos populacionais foram incrementados a partir do desenvolvimento do sistema de transporte (Rodoviário, hidroviário, ferroviário e aéreo) e das telecomunicações, que ofereceram maior mobilidade às pessoas em todo mundo. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), aproximadamente 175 milhões de pessoas vivem fora do país de origem.
Os fluxos populacionais entre países são denominados de migrações internacionais, essas podem ocorrer por atração ou por repulsão, a primeira geralmente acontece quando as pessoas vivem em países nos quais não há boas condições de vida e de trabalho, são atraídas rumo a países desenvolvidos, como Estados Unidos, países da Europa desenvolvida e Japão, a segunda são migrações onde o indivíduo deixa seu país devido a problemas políticos, perseguições, guerras, entre outros.
A maioria das migrações internacionais ocorre pela busca de trabalho, as principais correntes migratórias emergem de Latino-Americanos, Africanos e Asiáticos em direção aos EUA, Europa e Japão. Os trabalhadores migrantes enviam dinheiro para sua terra natal, algumas estimativas revelam que eles movimentam anualmente cerca de 58 bilhões de dólares, o Brasil, por exemplo, recebe anualmente cerca de 2,8 bilhões de dólares enviados por brasileiros que vivem no exterior.
Os brasileiros por vários motivos saem do país, o movimento de saída do país é chamado de emigração, o de entrada de estrangeiro é denominado de imigração. O que levam os brasileiros a sair do país rumo a outro, são as sucessivas crises econômicas, hoje existem cerca de 2 milhões de brasileiros vivendo no exterior de forma clandestina.
Outra modalidade de migração internacional é a de fluxo de refugiados, indivíduos que sofrem perseguições de ordem política, religiosa ou étnica. Na década de 1970, havia cerca de 2,5 milhões de refugiados, hoje esse número chega aos 25 milhões, decorrentes de acontecimentos geopolíticos como: o fim do socialismo, a diminuição de ajudas financeiras e humanitárias e principalmente pela expansão do fundamentalismo Islâmico.
São considerados migrantes refugiados cerca de 25 milhões de pessoas, que foram obrigados a deixar seus lares devido a problemas ambientais, como desmatamento, desertificação, erosão dos solos e desastres químicos e nucleares.
As origens dos refugiados são as mais variadas, mas geralmente possuem algumas características, como origem de países subdesenvolvidos, no qual a renda per capita média está abaixo de 500 dólares e há alto índice de analfabetismo, governos ditatoriais que violam os direitos humanos de determinada parcela da população, na forma de perseguições políticas e torturas, extermínio étnico e discriminações religiosas e culturais.
Por fim, existe um fluxo, agora sem agravante, que é o turístico, que são motivados pela busca de lazer, cultura e religião, esse processo motiva a comercialização de viagens em grande escala a custos mais reduzidos (pacotes de viagens), mas esse tipo de fluxo é privilégio de uma restrita parcela da população mundial.
Os principais países que atraem turistas são Alemanha, Japão e EUA, o volume do faturamento decorrente a atividade é de aproximadamente 4,5 trilhões de dólares, gerando cerca de 200 milhões de empregos em todo o mundo. 

Por Eduardo de Freitas
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/fluxos-populacioanais-migracoes-internacionais.htm

7ª SÉRIE - TIPOS DE PIRÂMIDES E SUAS CARACTERÍSTICAS

TIPOS DE PIRÂMIDES ETÁRIAS E CARACTERÍSTICAS:
Pirâmide Jovem: base larga, devido à elevada natalidade e topo estreito em consequência de uma elevada mortalidade e esperança média de vida reduzida. As pirâmides deste tipo representam populações muito jovens típicas dos países menos desenvolvidos. 
Pirâmide envelhecida: base mais estreita do que a classes dos adultos. Reflete uma diminuição da natalidade e um aumento da esperança média de vida. É característica dos países desenvolvidos.

Entre estes dois extremos existem situações intermédias:
Pirâmide adulta: a base é ainda larga, mas existe um aumento da classe dos adultos e dos idosos. A taxa de Natalidade está a diminuir e a esperança média de vida a aumentar. 
Pirâmide rejuvenescida: reflete alguma recuperação das classes etárias dos jovens em virtude do aumento da fecundidade.

7ª SÉRIE - Alguns destaques da Sinopse do Censo Demográfico 2010

Censo visitou 67,5 milhões de domicílios em 5.565 municípios
O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país, sobretudo quando ele tem dimensões continentais como o Brasil, com 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios. Trabalharam nessa operação 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Foram investidos R$ 1,2 bilhão durante o ano de 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante.
Os recenseadores visitaram 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010 e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. Os primeiros resultados sobre a população dos municípios foram divulgados no Diário Oficial da União de 4 de novembro de 2010, e as prefeituras tiveram 20 dias para apresentar suas avaliações sobre os números divulgados. O IBGE realizou nesse mesmo período um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e as Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.
Em 29 de novembro de 2010, o IBGE divulgou as populações dos municípios, que indicavam uma população de 190.732.694, 23.105 pessoas a menos que o resultado definitivo agora divulgado. Isso ocorre porque esses resultados eram provenientes de um banco de dados resumo e receberam um tratamento de validação para verificar eventuais omissões e duplicidades na transmissão das informações. Além disso, municípios com áreas indígenas como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira (AM) e Boca do Acre (AM), de difícil acesso e onde a transmissão dos dados é mais complexa, registraram acréscimo de população depois do fim da coleta.
Para alcançar os melhores padrões de qualidade no Censo 2010, o IBGE introduziu várias inovações gerenciais, metodológicas e tecnológicas, com destaque para a atualização da base territorial digital, a adoção do computador de mão equipado com GPS para a coleta dos dados, e a internet como alternativa para preenchimento do questionário. As inovações tecnológicas usadas no Censo 2010, o primeiro no mundo a ser feito de forma totalmente digital, levaram o IBGE a ser um dos dez premiados, em fevereiro de 2011, pela Unesco e a Netexplorateur, ONG francesa pelo desenvolvimento da sociedade digital.

899 mil domicílios tiveram sua população estimada em 2010
Do total dos 67,5 milhões de domicílios recenseados, foram realizadas entrevistas em 56,5 milhões de domicílios (83,7%). Foram classificados como fechados 899 mil domicílios (1,3%), nos quais não foi possível realizar as entrevistas, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, após terminar a coleta e as supervisões de campo, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados. Esta prática é adotada por vários Institutos Oficiais de Estatística de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Reino Unido, e já havia sido utilizada na Contagem da População 2007 realizada pelo IBGE.
A metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha é aleatória, levando em conta a Unidade da Federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural. A população total estimada no Censo 2010 por esse procedimento é de 2.795.533 pessoas.
Ao se realizar comparações dos dados populacionais de 2010 com os anos anteriores, será necessário observar que no Censo 2010, pela primeira vez, foi utilizada a estimação dos moradores de domicílios fechados.
O Censo Demográfico 2010 também encontrou 6,1 milhões (9,0%) de domicílios vagos, ou seja, domicílios que não tinham morador na data de referência (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010), mesmo que, posteriormente, tivessem sido ocupados. Prédios construídos mas não habitados, casas colocadas à venda ou para aluguel são exemplos de domicílios vagos.
Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões (5,8%), são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outra finalidade.
Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores etc.) foi de 110 mil (0,1%).
Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.

População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872
A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478habitantes.
Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3,0% ao ano na década de 1950. No começo dos anos 60, os níveis de fecundidade começaram lentamente a declinar, queda que se acentuou na década seguinte. Esse fato fez com que as taxas médias geométricas de crescimento anual da população subsequentes também caíssem. Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada na série em análise.

Regiões Norte e Centro-Oeste apresentam maior crescimento populacional
Entre 2000 e 2010, o crescimento populacional não se deu de maneira uniforme entre as Grandes Regiões e Unidades da Federação. As maiores taxas médias geométricas de crescimento anual foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), onde a componente migratória e a maior fecundidade contribuiram para o crescimento diferencial. As dez Unidades da Federação que mais aumentaram suas populações em termos relativos se encontram nessas duas regiões, com destaque para Amapá e Roraima, que apresentaram um crescimento médio anual de 3,45% e 3,34%, respectivamente. As regiões Nordeste (1,07%) e Sudeste (1,05%) apresentaram um crescimento populacional semelhante. A região Sul (0,87%), que desde o Censo de 1970 vinha apresentando crescimento anual de cerca de 1,4%, foi a que menos cresceu, influenciada pelas baixas taxas observadas no Rio Grande do Sul (0,49%) e no Paraná (0,89%).
Por deter o maior contingente populacional, o Sudeste foi responsável pela maior parcela do incremento populacional em termos absolutos, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do País entre os dois últimos censos. O segundo lugar em importância correspondeu ao Nordeste, cujo peso no incremento populacional entre 2000 e 2010 alcançou 25,5%. Essas duas regiões detiveram 63,4% (13,3 milhões de pessoas) do total do incremento da população na última década. As Unidades da Federação com maior participação absoluta no crescimento populacional do País na década passada foram São Paulo (20,2% do incremento populacional, ou 4,2 milhões de pessoas), Minas Gerais (8,1%, ou 1,7 milhão), Rio de Janeiro (7,6%, ou 1,6 milhão), Pará (6,6%, ou 1,4 milhão) e Ceará (4,9%, ou 1,0 milhão). Estas duas últimas assumiram os postos que na década anterior eram de Bahia e Paraná.
As regiões mais populosas foram a Sudeste (com 42,1% da população brasileira), Nordeste (27,8%) e Sul (14,4%). Norte (8,3%) e Centro-Oeste (7,4%) continuam aumentando a representatividade no crescimento populacional, enquanto as demais regiões mantêm a tendência histórica de declínio em sua participação nacional.
Os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – concentram, em conjunto, 58,7% da população total do País. São Paulo é o estado com a maior concentração municipal de população, onde os 32 maiores municípios (5,0%) concentram quase 60,0% dos moradores do estado. A menor concentração acontece no Maranhão, onde a população dos 11 maiores municípios, que também representam cerca de 5,0%, corresponde a 35,4% do total do estado.

Na década de 2000, foram criados 58 novos municípios
No Censo Demográfico 2010 foram pesquisados 5.565 municípios, que tiveram sua participação relativa nas regiões Nordeste (32,2%), Sudeste (30,0%) e Norte (8,1%) inferior àquela calculada com os 5.507 municípios existentes no Censo Demográfico 2000. As Regiões Sul (21,3%) e Centro-Oeste (8,4%) aumentaram suas participações no número de municípios do País, já que na última década foram justamente essas regiões as mais contempladas com novos municípios. A Região Sul teve um incremento de 29 municípios (todos eles no Rio Grande do Sul), enquanto no Centro-Oeste surgiram 20 novos municípios no período de 2000 a 2010, sendo 15 deles no Mato Grosso.
Entre os municípios mais populosos, 15 apresentaram população superior a 1 milhão de habitantes, contra 13 em 2000. Somente este grupo reunia 40,2 milhões de pessoas em 2010, o que corresponde a 21,1% da população total do País. Os três municípios mais populosos continuaram sendo São Paulo (11.253.503 habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446) e Salvador (2.675.656). Belo Horizonte (2.375.151) passou a ser o sexto mais populoso em 2010, sendo superado por Brasília (2.570.160) e Fortaleza (2.452.185).
Entre os 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, os que mais cresceram em dez anos foram Manaus (1.802.014 pessoas em 2010), que com uma taxa de 2,51% ao ano, passou de nono para sétimo mais populoso; e Brasília (2.570.160), que passou de sexto para quarto, com um crescimento médio anual de 2,28%. Porto Alegre (1.409.351 pessoas) foi o município que menos cresceu nesse grupo, com incremento anual de apenas 0,35% ao ano.
As capitais das regiões Norte e Nordeste cresceram mais que os demais municípios de suas respectivas Unidades da Federação, com exceção do Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A maior diferença entre as taxas médias geométricas de crescimento anual foi observada no Tocantins, onde Palmas – a capital que mais cresceu no Brasil – apresentou uma taxa de 5,21%, enquanto os demais municípios do estado cresceram 1,25% ao ano. Na Região Sul, Curitiba e Florianópolis cresceram mais que o conjunto dos demais municípios de seus estados, enquanto Porto Alegre – capital com o menor crescimento populacional, de 0,35% ao ano – cresceu menos que os outros municípios do Rio Grande do Sul (também o menor crescimento entre o grupo dos demais municípios, de 0,51%). Na Região Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso do Sul, o crescimento dos municípios das capitais foi menor que o dos demais municípios, ocorrendo o mesmo em todos os estados do Sudeste.

Maranhão, Piauí e Pará apresentam os menores graus de urbanização
O acréscimo de quase 23 milhões de habitantes urbanos resultou no aumento do grau de urbanização, que passou de 81,2% em 2000, para 84,4% em 2010. Esse incremento foi causado pelo próprio crescimento vegetativo nas áreas urbanas, além das migrações com destino urbano.
Os critérios adotados para subdividir o espaço territorial brasileiro em áreas urbanas e rurais são baseados nas legislações de cada município brasileiro. As áreas urbanas são áreas internas ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, sendo este perímetro definido por lei municipal. As áreas rurais são as áreas externas aos perímetros urbanos, que também são definidas por lei municipal.
Dentro de um perímetro urbano definido em lei municipal, podem existir áreas urbanizadas, áreas não urbanizadas e até mesmo áreas urbanas isoladas. Estas últimas são caracterizadas por serem separadas da sede municipal, ou distrital, por uma área rural ou por outro limite legal. Da mesma forma, as áreas rurais podem ser classificadas como aglomerados rurais de extensão urbana, povoados, núcleos ou outros aglomerados, todos eles também definidos por legislação municipal.
A região Sudeste continua sendo a mais urbanizada do Brasil, apresentando um grau de urbanização de 92,9%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (88,8%) e Sul (84,9%), enquanto as regiões Norte (73,5%) e Nordeste (73,1%) têm mais de 1/4 dos seus habitantes vivendo em áreas rurais. Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%) e São Paulo (95,9%) são as Unidades da Federação com maiores graus de urbanização. Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, sendo que Maranhão (63,1%), Piauí (65,8%) e Pará (68,5%) apresentam os índices abaixo de 70%.

País tem 96 homens para cada 100 mulheres
Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.
A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.
Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.
Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.

Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos
A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.
Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.
A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010. A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.
Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.
A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010.

Média de moradores por domicílio cai para 3,3
No Brasil, a densidade domiciliar, relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados, apresentou um declínio de 13,2% no último período censitário, mais acentuado que os 9,6% observados entre os Censos de 1991 e 2000, passando de 3,8, em 2000, para 3,3, em 2010. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural.
A região Norte tem a maior densidade domiciliar, enquanto a Sul apresenta a menor, sendo que a tendência de declínio é uma característica geral e está diretamente relacionada à redução da fecundidade. Das cinco regiões, apenas a Norte apresenta média de moradores por domicílio igual a 4,0. Nas demais, esse valor já se situa entre os 3,1 da região Sul e os 3,5 do Nordeste. No contexto estadual, as médias oscilam entre 3,0, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, e 4,3, nos estados do Amazonas e Amapá.

7ª SÉRIE - FLUXO POPULACIONAL

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS
Demografia é o nome dado aos estudos sobre população.
Migração ou movimento migratório é o deslocamento da população de um lugar para outro. Os deslocamentos populacionais podem ser definitivos ou temporários.
Diversos motivos levam as pessoas a migrar: guerras, condições econômicas desfavoráveis, adversidades naturais, atividade vulcânica, diversidades étnicas, culturais, religiosas, políticas, entre outras.
Os movimentos migratórios podem ser externos ou internos.
A migração externa, também denominada migração internacional, ocorre quando a população se desloca entre países. Emigração refere-se ao movimento de saída das pessoas do seu país de origem e imigração corresponde ao movimento de entrada de estrangeiros num país.
A migração interna ocorre quando a população se desloca no interior de um país.
O êxodo rural corresponde à migração campo\cidade, isto é, à saída da população do meio rural com destino ao meio urbano. Esse é o movimento interno mais importante e é o responsável pela grande leva de migrantes que se dirigiram, e ainda se dirigem, às grandes cidades.
Existem ainda, outros dois tipos de migração interna:
Transumância: é o deslocamento populacional que ocorre em certos períodos do ano.
Migração pendular: é o movimento diário de vaivém da população que se desloca da periferia para o centro e vice-versa.
MIGRAÇÕES EXTERNAS VOLUNTÁRIAS E FORÇADAS
MIGRAÇÕES EXTERNAS VOLUNTÁRIAS
Algumas áreas ou regiões têm um grande poder de atração ou influência como receptora de imigrantes. No caso dos Estados Unidos, a parte nordeste da costa atlântica atraiu mais brasileiros por ser uma região com intenso crescimento comercial e industrial, com inúmeros centros de pesquisas e universidades, e apresentam elevada densidade demográfica e índices significativos de urbanização que atraem principalmente os jovens que buscam melhores condições de vida.
MIGRAÇÕES EXTERNAS FORÇADAS
Devido a guerras; instabilidade ou perseguições políticas, religiosas, culturais; epidemias; catástrofes naturais; entre outros, muitos são obrigados a deixar seu país de origem.
O continente africano é o que possui as maiores taxas de migrações externas forçadas. Esse fato deve-se, entre vários fatores, ao processo de colonização do continente extremamente exploratório.
Muitos dados referentes às emigrações forçadas não são exatos, pois uma parte dos emigrantes vive no anonimato ou na clandestinidade.
MIGRAÇÕES E CONTRASTES
Nesse mundo globalizado, as migrações externas provocam modificações significativas no crescimento e na estrutura de uma população: as taxas de natalidade, mortalidade e fecundidade. Essas mudanças afetam, sobretudo, a estrutura de idades das pessoas de uma região, também conhecida como estrutura etária.
NATALIDADE E MORTALIDADE
As taxas de natalidade e de mortalidade indicam o número de nascimentos e de óbitos, respectivamente, em cada grupo de mil habitantes, determinado período de tempo.
Essas taxas são calculadas da seguinte forma:


                             nº de nascimentos x 1000
Taxa de natalidade  =    ____________________
                                    população total
                                 nº de óbitos x 1000
Taxa de mortalidade  =    _________________
                                    população total


 Assim, a taxa de natalidade de 4 ‰ (lê-se quatro por mil) em uma população, por exemplo, em determinado ano, indica que, cada mil habitantes dessa população, quatro nasceram nesse ano.
 Para facilitar uma visão mais rápida e direta da estrutura etária da população de um território foi desenvolvido um tipo de gráfico, semelhante a uma pirâmide. Por esse motivo, ele é chamado pirâmide etária.
ESTRUTURA ETÁRIA E SEXUAL DA POPULAÇÃO
 A estrutura etária de uma população pode ser representada em um gráfico de pirâmide e demonstra o comportamento de uma população quanto ao crescimento populacional e à expectativa de vida, entre homens e mulheres.
PIRÂMIDES ETÁRIAS
As informações sobre a quantidade de pessoas do sexo masculino e do sexo feminino, em cada faixa etária de uma população, podem ser organizadas e apresentadas em um gráfico chamado pirâmide etária ou pirâmide de idades. O formato de uma pirâmide de idades pode nos revelar alguns aspectos sobre a população de um país. A pirâmide etária do Brasil do ano de 1980 tem uma base larga, revelando um grande número de jovens, o que indica elevada natalidade. Antigamente as famílias eram mais numerosas, pois o número de filhos por mulher era maior do que o atualmente. O topo estreito da pirâmide mostra o pequeno número de idosos, uma vez que as precárias condições sociais diminuíam a expectativa de vida de grande parte da população. Essa pirâmide retrata um “país jovem”, isto é, um país que apresenta a maior parte de sua população na faixa etária dos jovens (até 19 anos de idade). O formato dessa pirâmide é típico de países menos desenvolvidos, onde as taxas de natalidade são elevadas e a expectativa de vida é baixa.


  MUDANÇAS SOCIAIS, MUDANÇAS NA PIRÂMIDE
A pirâmide etária de um país sofre alterações de acordo com as mudanças que ocorrem na população que ela representa. Dessa maneira, havendo alterações nas taxas de natalidade e de mortalidade, a forma da pirâmide se modificará. Ao compararmos a pirâmide etária de 1999 com a de 1980, verificamos que o numero de jovens que compõem a população brasileira sofreu um declínio. Em contrapartida, o número de idosos entre a população aumentou. Tal fato se deve à queda no índice de natalidade gerada pela diminuição do numero de filhos por família. Isso correu principalmente em função do ingresso das mulheres no mercado de trabalho, do maior acesso a informação, a métodos contraceptivos e ao planejamento familiar, uma prática que torna comum entre os casais nos dias de hoje. Além disso, houve o aumento da expectativa de vida da população, ocorrido em função dos avanços na medicina e da melhoria das condições de vida, refletindo maior desenvolvimento social do país. Outra informação que podemos extrair da pirâmide de idades do Brasil é que existem mais mulheres que homens. Do total da população, cerca de 49% corresponde ao sexo masculino e quase 51% ao sexo feminino. A pirâmide do Brasil, agora, passa a retratar um “país maduro”, isto é, com o predomínio de sua população na faixa etária dos adultos (de 20 até 59 anos de idade).
COMO ANALISAR O GRÁFICO DE PIRÂMIDE ETÁRIA
Para analisarmos o gráfico devemos observar que:
-  As faixas etárias, ou os intervalos de idade, iniciam-se com os jovens na base do gráfico;
- No sentido do topo estão as faixas de adultos e de idosos,
-       Um dos lados do gráfico de pirâmide mostra os dados referentes à população feminina e, o outro, à masculina.
Assim, ao observarmos a pirâmide de 1980, concluímos que:
-   A base larga da pirâmide representa um número elevado de jovens na população;
-   O topo estreito da pirâmide demonstra pequena quantidade de idosos.
 Atualmente, a população brasileira está distribuída de forma equitativa pelas diversas faixas etárias. Possui uma tendência ao envelhecimento e à diminuição do número de filhos por casal.
A distribuição e a estrutura da população em diferentes países do mundo são marcadas pelo crescimento demográfico desigual. Hoje, na maior parte dos países desenvolvidos, encontramos as menores taxas de crescimento da população. Em alguns casos, essas taxas são negativas, ou seja, refletem uma diminuição no conjunto da população (Rússia, Ucrânia, Letônia e Lituânia). Na virada do século XXI, alguns países como a sérvia, a Eslovênia e a Polônia registraram taxas de crescimento populacional zero. Nesse mesmo período, Estados Unidos, Canadá, Japão e diversos países da Europa apresentaram taxas de crescimento populacional variando de 0,1% a 1%.
Nos países subdesenvolvidos, geralmente, a perspectiva foi inversa. Esse conjunto de países possuía taxas elevadas de crescimento demográfico, como no Oriente Médio, sul e sudeste asiático, América Latina e África.
As diferenças de crescimento populacional entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, no atual contexto da globalização, também contribuíram para intensificar e direcionar os principais fluxos migratórios internacionais. Alguns países desenvolvidos apresentaram baixo crescimento ou diminuição populacional e elevadas taxas de crescimento econômico. Por isso, necessitaram incorporar mais tecnologia ao processo produtivo e distribuição de mercadorias, e/ou incorporar novos trabalhadores e migrantes externos. Essa situação tornou-se uma alternativa para pessoas de países subdesenvolvidos que não conseguiam inserir-se no mercado de trabalho formal ou que estavam insatisfeitas com as condições de trabalho e salários existentes em seu país e, por isso, decidiram migrar.
Outro fenômeno que podemos destacar refere-se aos países subdesenvolvidos que, no contexto da globalização, incorporaram novas tecnologias a seus processos produtivos, eliminando postos de trabalho. Diante desse panorama perverso, são poucas as alternativas: ou os trabalhadores mudam de função e de profissão no próprio país, ou são forçados a emigrar, ou ficam desempregados.
MIGRAÇÕES EXTERNAS: INFLUÊNCIAS NOS MODOS DE VIDA
Por meio do estudo de diferentes modos de vida, podemos afirmar que no Brasil, as migrações internacionais ou externas influenciaram e continuam influenciando os costumes em diversas regiões, assim como as culturas locais também contribuem para enriquecer as culturas dos imigrantes que aqui se instalaram. O processo de globalização da economia, da política e da sociedade é também um processo cultural em que valores, modos de vida e idéias tornam-se comuns a varias sociedades. Todavia, singularidades e identidades também são realçadas e valorizadas.
A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA PELO TERRITÓRIO
Embora o Brasil seja pouco povoado, a população brasileira apresenta-se distribuída de maneira desigual pelo território. Isso significa que há regiões onde se concentram muitas pessoas e outras em que o número de habitantes é muito pequeno.
O Sudeste, com aproximadamente 924.511 km2, é a região brasileira mais povoada, ou seja, que apresenta a maior densidade demográfica: são 78 hab./km2, aproximadamente. Nessa parte do Brasil encontram-se os estados mais populosos: São Paulo, com pouco mais de 37 milhões de habitantes; Minas Gerais, com aproximadamente 18 milhões de pessoas; e Rio de Janeiro, com uma população superior a 14 milhões de habitantes.
Por outro lado, a região Norte é a menos povoada, com uma densidade demográfica em torno de 3 hab./km2. Roraima é o estado menos populoso do país: tem pouco mais de 324 mil habitantes. Um dos fatores explicativos do por que algumas regiões são mais habitadas que outras é o maior desenvolvimento econômico e social que existe em algumas regiões do Brasil. As pessoas procuram se estabelecer em regiões que possam lhes oferecer melhores condições de vida.
 A população brasileira é formada por diferentes povos ou etnias. Os povos indígenas, os brancos europeus e os negros africanos, formaram, inicialmente, a população que habita o nosso país. Mais tarde, somaram-se a esses os povos asiáticos. A presença de diferentes povos, tanto nos aspectos físicos como nos culturais, e a mistura entre eles, deram uma importante característica à população brasileira. Por isso dizemos que o Brasil tem uma população miscigenada, isto é, que houve mistura de povos de diferentes origens étnicas.
CENSOS DEMOGRÁFICOS NO BRASIL
Através do censo demográfico conhecemos a população de uma área: número de habitantes, número de homens e de mulheres, onde vivem e o trabalho que realizam, por exemplo. No Brasil o órgão responsável pelo censo é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 1872 foi realizado o primeiro censo demográfico da população brasileira. Nessa época, o censo registrou um total de quase 10 milhões de habitantes. No censo demográfico de 2000 o Brasil contava com quase 170 milhões de habitantes. De acordo com o Censo de 2010, o Brasil tem 190.755.799 habitantes.  Esse total faz do Brasil o quinto país mais populoso do mundo.